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Operação Carteira Vazia: Polícias Civis do Tocantins e do Distrito Federal prendem suspeito de furtar R$ 300 mil em criptomoedas e desarticulam laboratório de produção de crack em Paraíso

admin
Ultima atualização: 2026/06/17 at 6:14 PM
Por admin
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A Polícia Civil do Tocantins (PC/TO) participou, nesta quarta-feira, 17, da Operação Carteira Vazia, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC/DF), com a colaboração da PCTO e PCMA, para desarticular um grupo criminoso investigado por furtar criptomoedas por meio de um sofisticado esquema de fraude eletrônica. Na ação em Paraíso do Tocantins, policiais civis cumpriram mandado de prisão preventiva contra um homem de 26 anos autuado em flagrante por tráfico de drogas e apontado como um dos principais integrantes do grupo.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os agentes encontraram um laboratório de produção de crack e cocaína destinado ao abastecimento do tráfico de drogas na região. No local foram apreendidos mais de 2 quilos de crack, porções de cocaína, e cerca de 900 gramas de substâncias e insumos químicos utilizados na produção e mistura de entorpecentes, além de uma prensa hidráulica.

Na operação, outro investigado, irmão do suspeito de 31 anos, foi preso em Porto Franco, no Maranhão. Segundo a apuração, ambos já possuíam histórico de envolvimento com estelionatos praticados pela internet.

As investigações apontam que os irmãos integravam um grupo especializado em furtar criptomoedas utilizando um sofisticado esquema de phishing. Os criminosos criavam sites falsos que reproduziam com grande fidelidade a aparência de uma plataforma de investimentos em criptomoedas.

O golpe funcionava em tempo real. Enquanto a vítima inseria suas credenciais no site fraudulento, os dados eram imediatamente retransmitidos para a plataforma oficial pelos criminosos, que também capturavam o código de autenticação em dois fatores (OTP). Com isso, conseguiam acessar as contas das vítimas e transferir os ativos digitais para carteiras de criptomoedas sob seu controle.

Segundo informações, foram identificados pelo menos cinco domínios falsos com nomes praticamente idênticos ao da plataforma verdadeira. Os endereços fraudulentos apareciam entre os primeiros resultados de pesquisas na internet por serem anúncios patrocinados, o que dificultava a identificação da fraude pelas vítimas.

Até o momento, foram identificadas pelo menos três vítimas do esquema, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 300 mil em criptomoedas.

Meio para identificação

A identificação dos suspeitos ocorreu por meio da análise de vestígios cibernéticos e financeiros, especialmente pelo rastreamento das criptomoedas desviadas.

Na Delegacia de Polícia em Paraíso, o investigado de 26 anos confessou que aplicava golpes utilizando plataformas falsas para subtração de criptomoedas havia cerca de dois anos. Ele também afirmou que mantinha o laboratório de produção de crack em funcionamento há aproximadamente um ano.

Durante a operação, também foram bloqueadas contas bancárias, contas em fintechs e valores em criptomoedas pertencentes aos investigados. Além disso, diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações.

Os dois irmãos permanecerão presos e responderão pelos crimes de estelionato qualificado. O investigado preso no município de Paraíso também responderá por tráfico de drogas. Somadas, as penas máximas podem chegar a 23 anos de reclusão.

Segundo a Polícia Civil do Tocantins, as investigações continuam e a operação reforça a importância da atuação integrada entre as polícias civis no enfrentamento aos crimes cibernéticos, que não possuem fronteiras geográficas e fazem vítimas em diferentes estados do país.

A ação realizada pela PCTO integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Rozeane Feitosa/Governo do Tocantins

Foto: Divulgação

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