
Forças militares de dois países lançaram na terça-feira (3) uma ofensiva contra alvos estratégicos no Irã, em meio a um conflito que já vem se intensificando nos últimos dias. Entre os alvos atacados está um prédio na cidade santa de Qom que, segundo autoridades estrangeiras, seria utilizado para uma reunião de altos membros do governo iraniano encarregados de discutir a sucessão da principal liderança do país após a morte do líder supremo no fim de semana anterior.
O edifício foi completamente destrído, mas autoridades do Irã afirmam que a reunião não estava ocorrendo no momento do ataque e que não há confirmações de altas lideranças mortas no local. Ainda assim, a ação militar agrava a instabilidade política no país, que já enfrenta uma transição de poder com forte pressão interna e externa.
Em uma declaração feita na capital de um dos países envolvidos, o líder político disse que muitos dos nomes que o governo considerava como possíveis sucessores já foram eliminados nos ataques anteriores e que agora há uma incerteza sobre quem poderá liderar o Irã para frente, descrevendo a situação como um “vácuo de liderança”. Ele também prometeu novas operações militares, afirmando que grande parte das capacidades defensivas do Irã foram destruídas e que uma nova rodada de ataque está em preparo.
O Irã, por sua vez, negou que a ofensiva tenha atingido deliberadamente reuniões ou líderes e classificou as informações contrárias como parte de uma campanha psicológica que visa desestabilizar o país.
A escalada militar já tem gerado impactos regionais, com relatos de ataques de retaliação e preocupações com a segurança de transportes de energia no Golfo Pérsico, além de movimentações diplomáticas e reforço de posições militares em países vizinhos.
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