
O mercado financeiro brasileiro registrou forte movimento de aversão ao risco nesta terça-feira (3 de março de 2026), com o dólar comercial avançando e a principal bolsa de valores do país em queda, refletindo o impacto de notícias sobre o agravamento do conflito no Oriente Médio e temores globais por interrupção no fornecimento de energia.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia cotado a cerca de R$ 5,26, com alta em torno de 1,9% em relação ao fechamento anterior.
A moeda americana chegou a ultrapassar os R$ 5,30 no intradia, patamar não visto desde janeiro.
Bolsa de Valores
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu cerca de 3,3%, fechando a sessão em torno de 183 mil pontos — o pior desempenho do ano.
Quase todos os setores ficaram no vermelho, com forte pressão sobre ações de maior peso no índice.
Motivo: Clima de incerteza global
Investidores reagiram ao agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, que inclui o fechamento do Estreito de Ormuz — uma rota estratégica para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial — intensificando os temores de oferta de energia.
A perspectiva de escassez de energia impulsionou o preço do petróleo, com o barril do tipo Brent comercializado acima de US$ 80, influenciando a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Efeito no panorama interno
O movimento global de risco no mercado financeiro coincide com dados domésticos que mostram crescimento econômico mais lento no Brasil no fim de 2025, reforçando cautela entre investidores.
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